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domingo, 14 de julho de 2013

DJAVAN-Biografia e Discografia

Djavan Caetano Viana (Maceió, 27 de janeiro de 1949) é um cantor, compositor, produtor musical e violonista brasileiro. As músicas de Djavan são conhecidas pelas suas "cores". Ele retrata muito bem em suas composições a riqueza das cores do dia-a-dia e se utiliza de seus elementos em construções metafóricas de maneira distinta dos demais compositores. As músicas são amplas, confortáveis chegando ao requinte de um luxo acessível a todos. Até hoje é conhecido mundialmente pela sua tradição e o ritmo da música cantada. Djavan combina tradicionais ritmos sul-americanos com música popular dos Estados Unidos, Europa e África. Entre seus sucessos musicais destacam-se, "Seduzir", "Flor de Lis", "Lilás", "Pétala", "Se…", "Eu te Devoro", "Açaí", "Segredo", "A Ilha", "Faltando um Pedaço", "Oceano", "Esquinas", "Samurai", "Boa Noite" e "Acelerou".
http://blu.stb.s-msn.com/i/A5/1772971C1342713E414F09CC7AAF5.jpg

Biografia

1949—1973: o início

Nascido em Maceió, capital de Alagoas, filho de uma mãe afro-brasileira e de um pai ambulante. Sua mãe, lavadeira, entoava canções de Ângela Maria e Nelson Gonçalves.1 Djavan poderia ter sido jogador de futebol. Lá pelos 11, 12 anos, o garoto Djavan Caetano Viana divide seu tempo e sua paixão entre o jogo de bola nas várzeas de Maceió e o equipamento de som quadrifônico da casa de Dr. Ismar Gatto, pai de um amigo de escola. Da primeira paixão, despontava como meio-campo no time do CSA (Maceió), onde poderia ter feito até carreira profissional. Aos 23, chega ao Rio de Janeiro para tentar a sorte no mercado musical. É crooner de boates famosas - Number One e 706. Com a ajuda de Edson Mauro, radialista e conterrâneo, conhece João Mello, produtor da Som Livre, que o leva para a TV Globo. Passa a cantar trilhas sonoras de novelas, para as quais grava músicas de compositores consagrados como "Alegre Menina" (Jorge Amado e Dorival Caymmi), da novela "Gabriela"; e "Calmaria e Vendaval" (Toquinho e Vinícius de Moraes), da novela "Fogo sobre Terra".

1975—1976: "Fato Consumado", o abre-alas

Em três anos, nas horas vagas do microfone, compõe mais de 60 músicas, de variados gêneros. Com uma delas, "Fato Consumado", tira segundo lugar no Festival Abertura, feito pela Rede Globo, e chega ao estúdio da Som Livre. De lá sai com seu primeiro disco, das mãos do mítico (de Carmen Miranda a Tom Jobim) produtor Aloysio de Oliveira. "A voz, o violão, a música de Djavan", de 1976, é um disco de samba sacudido, sincopado e diferente de tudo que se fazia na época. Visto hoje, este trabalho não marca apenas a estreia de Djavan. Torna-o figura incontornável na história da música brasileira. O seu primeiro álbum trouxe o "carro-chefe": "Flor de Lis" que se torna um grande hit nas rádios.1 2 Além dos sucessos: "Flor de Lis" e "Fato Consumado", o álbum mostra outras composições que ganharam reconhecimento entre críticos e fãs: "Maria das Mercedes", "Embola Bola", "Para-Raio", "E Que Deus Ajude", etc.

1977—1979: "Cara de Índio"

Depois de algum tempo fez shows solo por durante três meses para a boate 706, posteriormente sairia da Somlivre integrando-se a Odeon.3 Djavan grava seu segundo disco, de nome homônimo: Djavan lançado em 1978, posteriormente recebe o subtítulo de "Cara de índio" (a primeira faixa do álbum).3 2 4 Além de "Cara de Índio" que retrata a cultura e a visão social dos índios brasileiros, o álbum possui a canção "Álibi" que em mesma época seria gravada por Maria Bethânia, se tornando um enorme sucesso no país, do qual seria faixa-título do álbum de maior sucesso da cantora: Álibi (sendo este o primeiro álbum na história da música brasileira, que por uma intérprete feminina ultrapassou 1 milhão de cópias), entre outras canções do mesmo álbum seriam regravadas: "Dupla Traição" por Nana Caymmi e "Samba Dobrado" por Elis Regina no Montreux Jazz Festival.1 5 Djavan também grava um videoclipe da canção "Serrado" para o programa Fantástico da Rede Globo mesmo não estando mais na Somlivre a fazendo se tornar mais um sucesso do artista, entre outras canções significantes ao álbum está "Nereci" estando em variadas coletâneas internacionais, sendo classificada na maioria como uma canção dançante.6 7

1980: "Meu Bem Querer"

Empolgada com seu novo artista, a EMI-Odeon investe pesado no segundo disco, "Djavan". Com uma orquestra dos melhores músicos da praça de 1978, o álbum, marcado pela descoberta das grandes canções de amor e desamor, consagra-o como um compositor completo. Dois anos depois, em 1980, Djavan lança "Alumbramento" e mostra que, além de completo, dialoga bem com seus pares. O disco inaugura parcerias com Aldir Blanc, Cacasoem "Triste Baía de Guanabara" e Chico Buarque em "A Rosa", agora definitivamente colegas de primeiro time da MPB. A esta altura, talento reconhecido por crítica e público, Djavan vê algumas de suas músicas ganharem outras vozes: Nana Caymmi grava "Dupla traição"; Maria Bethânia, “Álibi; Roberto Carlos, “A Ilha”; Gal Costa, “Açaí" e “Faltando um Pedaço”; e Caetano Veloso, retribuindo a homenagem do verbo "caetanear", substitui-o por "djavanear" em sua versão de "Sina". A canção "Meu Bem Querer" foi trilha sonora de três telenovelas da Rede Globo: "Coração Alado", como tema da personagem Vívian, interpretada por Vera Fischer, "A Indomada", na versão original e ainda foi tema de abertura da novela "Meu Bem Querer", em nova versão. A música se tornou um dos maiores sucessos da carreira do cantor.8

1981: "Seduzir"

Em 81 e 82, Djavan leva o prêmio de melhor compositor pela Associação Paulista dos Críticos de Arte.9 O ciclo vitorioso de lançamentos pela EMI-Odeon encerra-se em 1981, com "Seduzir". Um disco de afirmação, como o próprio Djavan escreveria em seu encarte: "O pouco que aprendi está aqui. Pleno. Dos pés à cabeça". Depois de uma viagem de Djavan à cidade de Luanda na Angola, surgem as primeiras canções a falar da África e o início das turnês pelo Brasil, guiadas pela produtora Monique Gardenberg e o diretor Paulinho Albuquerque. O álbum "Seduzir" foi avaliado pela allmusic com nota máxima, onde o crítico Alex Henderson compara as composições e estilo musical de Djavan aos do Beatles e Stevie Wonder, além de citar como significantes faixas como "Seduzir", "Morena de Endoidecer", "Jogral" e "Faltando um Pedaço".10 Heranças de "Seduzir" são a primeira banda própria, Sururu de Capote, composta por Luiz Avellar no piano, Sizão Machado no baixo, Téo Lima como baterista e Zé Nogueira nos sopros.

1982—1983: "Luz" e o reconhecimento internacional

Em 1982, a música "Flor-de-lis", hit instantâneo do disco inaugural, torna-se o primeiro sucesso de Djavan no disputado mercado americano, na voz da diva Carmen McRae, com o título de "Upside Down". Chega o convite da gravadora CBS, futura Sony Music, e Djavan embarca para Los Angeles para gravar, sob a produção de Ronnie Foster, um dos principais nomes da soul música americana, "Luz" (1982), que tem a participação de Stevie Wonder na canção Samurai, além de outros imensos sucessos como Sina, Pétala, Açaí, Capim e Luz. O trabalho resulta em uma mescla da musicalidade brasileira típica de se exportar com a influência jazzy americana.
Em 1984, em Los Angeles, Djavan grava ainda um segundo disco, "Lilás". Seguem-se dois anos de viagens em turnê pelo mundo. Ainda nesta época, Djavan se dedica a carreira de ator, no filme Para Viver um Grande Amor, filme de Miguel Faria Jr., no qual Djavan interpreta um mendigo apaixonado que se apaixona pela moça rica, interpretada por Patrícia Pillar. Djavan também produziu e compôs juntamente com Chico Buarque para a Para Viver um Grande Amor.Em 1983 participou do maior hit, "Superfantástico", do grupo infantil de grande sucesso "Turma do Balão Mágico".

1984—1990: "Lilás", "Meu Lado", "Não É Azul, mas É Mar" e "Oceano"

Djavan lança o álbum Lilás, com a faixa título: Lilás, que foi executada mais de 1.300 vezes nas rádios brasileiras em seu dia de estreia. O álbum ainda produz outro grande sucesso para as rádios: Esquinas. Em 1985, é lançada uma compilação do repertório dos álbuns Luz e Lilás nos EUA. Em 1986, volta a gravar no Brasil. "Meu lado", além do retorno, é também um recomeço. Uma volta ao samba, já com estilo musical identificado pelo público, mas também um passeio por baiões, canções e baladas. Este é o Djavan em dez anos de carreira: explorador do som das palavras, das imagens inusitadas, da variedade rítmica, das brincadeiras com andamentos, melodias fora dos padrões e riqueza harmônica.
Presente em outras canções, a ancestralidade africana está impressa em "Meu lado", com a "Hino da Juventude Negra da África do Sul" e com ainda maior vigor em "Soweto", sua primeira canção efetivamente de protesto, música que abre "Não é azul, mas é mar" (1987), gravado novamente em Los Angeles e lançado como Bird of Paradise, com canções em inglês de Djavan, Stephe's Kingdom (com participação de Stevie Wonder11 ) Bird of Paradise e Miss Sussana. O disco seguinte, "Djavan" (1989), é lembrado como " aquele de 'Oceano' ", o clássico, uma daquelas raras canções perfeita em forma, conteúdo, música e letra. A faixa título, inclusa na trilha sonora da novela Top Model torna-se um dos maiores sucessos do compositor. O álbum produz ainda outros sucessos como "Cigano", "Avião" e "Mal de Mim", esta inclusa na minissérie da TV Globo "O Sorriso do Lagarto" . Assim como Bird of Paradise, Oceano também é lançado no exterior em 1990, com o título de Puzzle of Hearts contendo versões em inglês para as faixas "Avião" (Being Cool), "Oceano" (Puzzle of Hearts) e "Curumim" (Amazon Farewell).

Anos 1990: diversificação de estilos em "Coisa de Acender", "Novena", "Malásia" e "Bicho Solto"

Djavan inicia os anos 90 com o aclamado álbum Coisa de Acender. Lançado em 1992,é um dos álbuns mais criativos e diversificados do cantor, onde se pode notar uma grande influência de estilos como jazz, soul, blues e funk norte-americano, aliados ao estilo inconfundível de suas composições. Merecem destaque as faixas "Linha do Equador" (parceria de Djavan e Caetano Veloso), "Se", "Boa Noite", "Alivio" e "Outono". Em 1992, na fusão de ritmos e harmonias inovadoras de "Coisa de Acender", voltam as parcerias, entre elas, com a filha Flávia Virginia, no vocal em várias faixas. Aos 45 anos de vida e 20 de carreira, em 1994, Djavan lança "Novena", obra que marca sua maturidade. Inteiramente composto, produzido e arranjado por ele, o disco consolida o trabalho com sua banda, composta então por Paulo Calazans no teclado, Marcelo Mariano ou Arthur Maia, baixo, Carlos Bala na bateria e Marcelo Martins, sopros.
Com "Malásia" (1996), a banda se expande e ganha a participação do naipe de metais: Marçalzinho na percussão, Walmir Gil no trompete e François Lima no trombone. O álbum traz, raro, três faixas de outros compositores: “Coração leviano”, de Paulinho da Viola, “Sorri”, versão de Braguinha para “Smile”, de Chaplin e “Correnteza”, de Tom Jobim e Luiz Bonfá. No disco, Djavan está reflexivo e melódico. "Bicho Solto" (1998), dois anos depois, já traz o artista festivo e dançante, incendiando pistas ao ritmo do funk. Ambos os trabalhos comemoram os 20 de carreira, o primeiro com seu estilo pessoal, o segundo, com o rejuvenescimento do artista. Entre as parcerias, a entrada definitiva do guitarrista Max Viana, seu filho, na banda. A marca de dois milhões de cópias vendidas fica a cargo do duplo "Ao Vivo" (1999). Primeiro gravado fora dos estúdios, o disco traz quase uma antologia de sua obra, com 24 faixas, 22 grandes sucessos. O lançamento leva Djavan a três anos de turnê.

Anos 2000: "Milagreiro", "Vaidade", "Na Pista Etc"

A canção "Acelerou" foi escolhida a melhor canção brasileira de 2000 no Grammy Latino.12 No ano 2000, Djavan recebeu os Prêmios Multishow de melhor cantor, melhor show e melhor CD.13 Seu álbum Matizes foi lançado em 2007 e ele partiu em turnê pelo Brasil para promovê-lo. "Milagreiro", de 2001, é uma dupla volta para casa. O primeiro gravado integralmente em seu estúdio caseiro, com a ajuda dos filhos Max e João Viana e Flávia Virginia e um retorno à casa original, Alagoas, com a onipresente temática nordestina. Em 2004, o músico comemora independência total, com a criação de sua própria gravadora, a Luanda Records, que viria a lançar seus dois discos seguintes, "Vaidade" (2004) e "Matizes" (2007), além de um de suas canções remixadas para dançar, "Na pista etc"(2005). É o surgimento do empresário Djavan Caetano Viana.

Anos 2010: "Ária"

Em 2010, "Ária" é o primeiro em que Djavan exerce exclusivamente a arte de interpretar canções de outros compositores. Sempre rigoroso na condução de sua carreira, ele aguardou o auge da maturidade vocal para se debruçar sobre um repertório escolhido entre a sua memória afetiva e suas antenas sempre ligadas para o que é musical e interessante.

Discografia

Álbuns

DVDs

Trilha sonora

Temas de Novelas

Especiais



Tracklist:

01 - Flor De Lís
02 - Na Boca Do Beco
03 - Maçã Do Rosto
04 - Pára-Raio
05 - E Que Deus Ajude
06 - Quantas Voltas Dá Meu Mundo
07 - Maria Das Mercedes
08 - Muito Obrigado
09 - Embola A Bola
10 - Fato Consumado
11 - Magia
12 - Ventos Do Norte


Tracklist:
01 - Cara de Índio
02 - Serrado
03 - Água
04 - Álibi
05 - Numa Esquina de Hanói
06 - Minha Mãe
07 - Alagoas
08 - Estória de Cantador
09 - Nereci
10 - Samba Dobrado
11 - Dupla Traição

Tracklist:
01 - Tem Boi na Linha
02 - Sim ou Não
03 - Lambada de Serpente
04 - A Rosa
05 - Dor e Prata
06 - Meu Bem-Querer
07 - Aquele Um
08 - Alumbramento
09 - Triste Baía da Guanabara
10 - Sururu de Capote


Tracklist:
01 - Pedro Brasil
02 - Seduzir
03 - Morena de Endoidecer
04 - Jogral
05 - A Ilha
06 - Faltando Um Pedaço
07 - Êxtase
08 - Luanda
09 - Total Abandono
10 - Nvula Ieza Kia - Humbiumbi


Tracklist:
01 - Samurai
02 - Luz
03 - Nobreza
04 - Capim
05 - Sina
06 - Pétala
07 - Banho de Rio
08 - Açaí
09 - Esfinge
10 - Minha Irmã


Tracklist:
01 - Lilás
02 - Infinito
03 - Esquinas
04 - Transe
05 - Obi
06 - Miragem
07 - Íris
08 - Canto da Lira
09 - Liberdade

Tracklist:
01 - Beiral
02 - Segredo
03 - Romance
04 - Quase de Manhã
05 - Muito Mais
06 - Asa
07 - Topázio
08 - Lei
09 - Nkosi Sikele' I-Afrika
10 - So Bashiya Ba Hlala Ekhaya

Tracklist:
01 - Soweto
02 - Bouquet
03 - Me leve
04 - Dou-Não-Dou
05 - Florir
06 - Carnaval no Rio
07 - Navio
08 - Maçã
09 - Real
10 - Doidice

Tracklist:
01 - Pétala
02 - Meu Bem Querer
03 - Lilás
04 - Esquinas
05 - Topázio
06 - Samurai
07 - Faltando Um Pedaço
08 - Flor de Lis
09 - Asa
10 - Sina


Tracklist:
01 - Carnaval no Rio
02 - Bird of Paradise
03 - Maçã
04 - Real
05 - Doidice
06 - Stephen's Kingdom
07 - Bouquet
08 - Me leve
09 - Dou-não-dou
10 - Miss Susanna

Tracklist:
01 - Curumim
02 - Oceano
03 - Corisco
04 - Vida real
05 - Cigano
06 - Avião
07 - Você bem sabe
08 - Mal de mim
09 - Mil vezes

Tracklist:
01 - Corisco
02 - Being Cool
03 - Cigano
04 - Puzzle Of Hearts
05 - Vida Real
06 - Amazon Farewell
07 - Mil Vezes
08 - Você Bem Sabe
09 - Mal De Mim
10 - Oceano


Tracklist:
01 - A Rota Do Indivíduo (Ferrugem)
02 - Boa Noite
03 - Se...
04 - Linha Do Equador
05 - Violeiros
06 - Andaluz
07 - Outono
08 - Alívio
09 - Baile

Tracklist:
01 - Samurai
02 - Oceano
03 - Se
04 - Flor De Lis
05 - Mi Buen Querer
06 - Esquinas
07 - Lilás
08 - Destino
09 - Asai
10 - Faltando Un Pedazo
11 - Capim
12 - Curumim
13 - Petalo
14 - Você Bem Sabe



Tracklist:
01 - Limão
02 - Nas Ruas
03 - Aliás
04 - Sem Saber
05 - Mar À Vista
06 - Quero-quero
07 - Renunciação
08 - Lobisomem
09 - Sete Coqueiros
10 - Água De Lua
11 - Avô

Tracklist:
01 - Que Foi My Love
02 - Sêca
03 - Nem Um Dia
04 - Não Deu...
05 - Deixa O Sol Sair
06 - Tenha Calma
07 - Irmã de Neon
08 - Cordilheira
09 - Malásia
10 - Coração Leviano
11 - Sorri
12 - Correnteza

Tracklist:
01 - Meu Bem Querer
02 - Samba Dobrado
03 - Água
04 - Estória de Cantador
05 - Alagoas
06 - Faltando um Pedaço
07 - Triste Baía da Guanabara
08 - Tem Boi na Linha
09 - Morena de Endoidecer
10 - Pedro Brasil
11 - A Rosa
12 - Sim ou Não
13 - Seduzir
14 - Aquele Um

Tracklist:
01 - Eu te devoro
02 - Voce é
03 - Passou
04 - Atitude
05 - Amar é tudo
06 - A carta
07 - Pássaro
08 - Retrato da vida
09 - Be Fair
10 - Tão raro
11 - Bicho solto
12 - Meu bem-querer

Tracklist:
01 - Faltando Um Pedaço
02 - Esquinas
03 - Eu te Devoro
04 - Seduzir
05 - Se...
06 - A Carta
07 - Boa Noite
08 - Sina
09 - Pétala
10 - Lilás
11 - Acelerou
12 - Um Amor Puro

Tracklist:
01 - Samurai
02 - Azul
03 - Meu Bem-Querer
04 - Nem Um Dia
05 - Álibi
06 - Cigano
07 - Serrado
08 - Oceano
09 - Açaí
10 - Fato Consumado
11 - Flor De Lís
12 - Amar É Tudo

Tracklist:
01 -  Correnteza
02 - Linha do Equador
03 - Nem Um Dia
04 - Alegre Menina
05 - Oceano
06 - Outono
07 - Meu Bem Querer
08 - Mal de Mim
09 - Sorri (Smile)
10 - Dou Não Dou
11 - Cigano
12 - É Hora
13 - Rei do Mar
14 - Qual É

Tracklist:
01 - Farinha
02 - Om
03 - 'Meu'
04 - Ladeirinha
05 - Infinitude
06 - Milagreiro
07 - Brilho da Noite
08 - Além de Amar
09 - Lugar Comum
10 - Sílaba
11 - Cair em Si

Tracklist:
01 - Se Acontecer
02 - Flor do Medo
03 - Sentimento Verdadeiro
04 - Mundo Vasto
05 - Amor Algum
06 - Vaidade
07 - Dia Azul
08 - Bailarina
09 - Celeuma
10 - Estátua de Sal
11 - Tainá-Flor
12 - Dorme Sofia

Tracklist:
01 - Tanta Saudade
02 - Asa
03 - Azul
04 - Miragem
05 - Sina
06 - Capim
07 - Fato Consumado
08 - Acelerou
09 - Se...
10 - Tanta Saudade (versão 2)

Tracklist:
01 - Sina (Remix)
02 - Gostoso Veneno
03 - Fato Consumado
04 - Flor De Lis
05 - Lilás
06 - Açaí
07 - Oceano
08 - Meu Bem-Querer
09 - Drão
10 - Pétala
11 - Me Leve
12 - Seduzir
13 - Se Acontecer
14 - Milagreiro
15 - Capim (Remix)
16 - Se... (Remix)
17 - Eu Te Devoro (Remix)
18 - Acelerou (G-Vô Mix)

Tracklist:
01 - Joaninha
02 - Azedo e Amargo
03 - Mea-Culpa
04 - Imposto
05 - Delírio dos Mortais
06 - Louça Fina
07 - Matizes
08 - Por Uma Vida em Paz
09 - Desandou
10 - Adorava Me Ver Como Seu
11 - Pedra
12 - Fera

Tracklist:
01 - Disfarça e Chora
02 - Oração ao Tempo
03 - Sabes Mentir
04 - Apoteose ao Samba
05 - Luz e Mistério
06 - La Noche
07 - Treze de Dezembro
08 - Valsa Brasileira
09 - Brigas Nunca Mais
10 - Fly Me To The Moon
11 - Nada a Nos Separar
12 - Palco

Tracklist:
01 - Seduzir
02 - Eu Te Devoro
03 - Lambada da Serpente
04 - Sabes Mentir
05 - Oração ao Tempo
06 - Disfarça e Chora
07 - Brigas Nunca Mais
08 - Fly Me To The Moon
09 - La Noche
10 - Palco
11 - Transe
12 - Flor de Lis
13 - Linha do Equador
14 - Samurai
15 - Sina
16 - Lilás

Tracklist:
01 - Já não somos dois
02 - Anjo de vitrô
03 - Triste é o cara
04 - Acerto de contas
05 - Bangalô
06 - Pecado
07 Ares sutis
08 - Quinze anos
09 - Vive
10 - Pode esquecer
11 - Reverberou
12 - Quase perdida
13 - Ruas dos amores

domingo, 7 de abril de 2013

JARBAS MARIZ-Biografia e Discografia

http://1.bp.blogspot.com/_voDVEa_Ax4A/TP2HuS2c8qI/AAAAAAAABlg/jMdMIkZoHtk/s1600/pb-jarbas-mariz.jpg
Compositor. Cantor. Instrumentista.

Nascido por acaso em Minas Gerais, na cidade de Aimorés, foi criado em João Pessoa na Paraíba, pois sua família é originária de Souza, sertão paraibano.
Em 1968 iniciou a carreira artística tocando com o conjunto de baile "Os Selenitas". Antes de seguir carreira solo, representou músicas de diferentes compositores em diversos festivais. Em 1974 participou do LP "Paêbiru", de Zé Ramalho e Lula Côrtes. Em 1977 lançou seu primeiro LP solo, "Transas do futuro". Tocou com Jackson do Pandeiro, sua maior influência, e também com João do Vale, Marinês e Paulo Diniz. Em 1980 fez todos os arranjos de base de viola de 12 cordas para o disco "Estilhaços", de Cátia de França pela CBS. Também em 1980, participou pela primeira vez do Projeto Pixinguinha, juntamente com Cátia de França, com shows pelo sul do país em companhia de Jackson do Pandeiro e Anastácia. Pouco depois, participou ainda uma vez com Cátia de França no Projeto Pixinguinha, dessa feita com a companhia do Quinteto Violado e Paulo Diniz em shows pelo Norte e Nordeste do Brasil. Em 1982 participou da coletânea "Música da Paraíba hoje - volume 1", no qual interpretou a música "Um certo pessoal". Em 1986 teve a música "Quatro cravos", parceria com Cátia de França, gravada por Marinês e Gilberto Gil no LP "Tô chegando", lançado pela RCA. 1990 gravou com Lula Côrtes o LP instrumental "Bom Shankar Bolenath" ("Acordemo-nos Deuses e Deusas a nossa própria divindade"). No mesmo ano passou a fazer parte da banda de Tom Zé, cantando e fazendo percussão e tocando bandolim, com o qual fez shows nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, França, Suiça, Itália, Holanda, Áustria e Alemanha, além de outros países europeus. Também nesse ano, teve a composição "Janela de Ônibus", com Fúba e Alex Madureira, gravada pela banda Arykrafty, no disco "Banda Arykrafty", lançado pela Arykrafty Produções. Em 1992 cantou, tocou bandolim e fez a percussão no disco "The Hips of tradition", de Tom Zé. Em 1993, Eliane gravou a música "Forró com F", de sua parceria com Lula Côrtes, no LP "Mistura arretada", pela Continental. Em 1995, lançou o CD solo "Vamos lá prá casa", pela gravadora Camerati. Nesse ano, sua composição "Quatro Cravos", com Cátia de França, foi gravada por Jereba, no disco "Jereba Dance", na Alemanha, pela Jereba Produções. Em 1997, sua composição "Carinho, carimbó", parceria com Chico César e Lula Côrtes, foi gravada pelo próprio Chico César no disco "Beleza mano", lançado pela PolyGram/MZA. Em 1998, Lula Côrtes e a Banda Má Companhia gravaram "Aos caros amigos" e "Reduzido a pó", essa última, parceria com Lula Côrtes em LP independente. Em 1999 tomou parte do projeto "Aldeia Brasilis", no Sesc de Santo Amaro, contando com a participação especial de Elba Ramalho. No mesmo ano, participou pela segunda vez, de um disco de Tom Zé, "Com defeito de fabricação", que, assim como o anterior, foram produzidos por David Byrne, que integrou o conjunto Talking Heads. Ainda no mesmo período, teve a música "Fuluteado", parceria com Chico César, gravada por Marinês no CD "Marinês e Sua Gente", pela Elba Ramalho Produções, além de "Da minha janela", com Alex Madureira, gravada por Marco Mendes, no disco "Oxentebrother" - Gravadora Independente. Em 2000, participou do disco "Jogos de armar", de Tom Zé. No mesmo ano, gravou seu terceiro CD solo, "Forró do gogó ao mocotó", pelo selo Atração Fonográfica, no qual faz uma homenagem a Jackson do Pandeiro. Ainda no mesmo ano, participou do Free Jazz Festival em São Paulo, acompanhado do grupo M4J, cantando músicas de sua autoria. Teve, nesse mesmo ano, duas músicas gravadas, "Forró com F", parceria com Lula Côrtes, pelo grupo M4J, no disco "Paulicéia" e "Entre nesse brincadeira", parceria com Mestre Fúba Chico de Abreu, por Mestre Fúba, no CD Zoom do quengo", em disco independente. Em 2001, participou, juntamente com Tom Zé, do Festival "Rock in Rio", no Rrio de Janeiro e no Barbican Center, em Londres, na Inglaterra, acompanhados da banda Tortoise, de Chigago, Estados Unidos. No mesmo ano, lançou o CD "Forró do gogó ao mocotó", na cidade de Campina Grande na Paraíba, durante o chamado "Maior São João do mundo". Em 2003, "Cadê o Poeirão", com Marco Mendes e "Escolheria você", com Mestre Fúba, foram gravadas por Marco Mendes no CD "Música Comum" - Independente. No mesmo ano, "Vamos lá pra casa", com Lula Côrtes, foi gravada por Ronny Rossi, no disco "Na Estrada ", também independente. Em 2005, "De Xamego em Xamego", com Lis Albuquerque, foi gravada por Sabah Moraes, no disco independente "Ave Encantadeira".

Em 2006, lançou o CD "Do Cariri pro Japão". O disco que apresenta uma proposta otimista, segundo o artista, foi todo gravado com a Banda, que acompanha em seus shows, tendo Eder Sandoli (Guitarra e Vocal), Sílvio Franco (Bateria), Izaías Amorim (Baixo e Vocal), Lulinha Alencar (Sanfona) e Betinho Sodré (Percussão e Vocal). Também conta com participação especial de

músicos como Roberto Lazzarini, que gravou todos os teclados e o trombonista Bocato, que está presente em todos os arranjos de metais, junto com Marcelo Cotarelli (Funk como le Gusta), no Trompete e Márcio Negri no Sax Tenor. O CD conta com uma grande variedade de rítmos, como o baião "Do Cariri pro Japão", o Xote "Fulutiado", parceria com Chico César, e que traz um solo de Guitarra de Éder Sandoli e o Forró Sambado (com introdução do Pandeiro no Forró, ao m odo de Jackson do Pandeiro) "No Mundo dos Peixes" (em parceria com Lula Côrtes). A Balada Forró/Rock "Saudade Cortadeira", parceria com Lula Côrtes e Totonho de Biase, traz a participação do guitarrista Ric Arruda. Também está presente a batida indígena das tribos do Nordeste, na música "Prazer em Conhecer", composta em homenagem aos seus amigos. A balada "Pensando na Vida" traz uma pitada de Reggae e cita trechos de "Go Beck", de Torquato Neto e Sérgio Brito, gravada pelos Titãs. A canção "Escancarei Você", parceria com o cantor e compositor paraibano Fúba, traz a participação de Lauro Lellis, o baterista, que trabalha com Tom Zé, do guitarrista Marco Prado, tocando viola de 12 e da cantora Francine Lobo, que participou de todos os vocais femininos do CD, juntamente com Júlia Lazzarini. O arranjo de cordas ficou a cargo de João Linhares, que também tocou violoncelo. John Splindler e Cíntia Zanco gravaram os violinos. Ainda, em parceria com Fúba, o Cd apresenta o Xote "Escolheria Você". A faixa "Cruzando a Paulicéia", traz uma mistura de Embolada com a célula do Hip Hop , que rende homenagens à cidade de São Paulo, e em "Entre Nessa Brincadeira", uma Embolada com Guitarras, que traz uma forte Batida Tribal, das Alfaias. A música "Severina Cooper", única do CD que não é autoral, composta pelo pernambucano Accioly Neto, traz o arranjo de metais de Zazá Amorim, bem à moda Big Band, com uma base de Xote. E, por fim, a Música Instrumental "Bate Coxa", que é toda feita de percussão corporal, batida nas coxas, literalmente, tem a participação do compositor e músico paraibano Pedro Osmar, e é uma homenagem do autor ao Grupo Barbatuques.

Músico atuante, tem participação como músico, ou com atuação vocal em discos de diversos artistas, como Tom Zé, do qual, além dos discos citados acima, Jarbas Mariz também participou nos discos: The hips of tradition; Postmodern platos;Parabelo, de Tom Zé e Miguel Wisnik; Santagustín, deTom Zé e Gilberto Assis; Vange Milliet, de Vange Milliet; Dorival Caymmi - Songbook; Na colheita dos versos, de Lourival Tavares; As 10 finalistas MPB 2º Festival Carrefour; Espinha dorsal do mim, de Chico César; Isso aqui é que é forró, de Cacá Lopes;Tortoise, de Tortoise; Paêbiru de Lula Côrtes e Zé Ramalho; Jaguaribe Carne de Pedro Osmar; Música Brasileira, de Tom Zé;

Festival de Músicas do Mundo, de Tom Zé; Todas as Áfricas, de João Terra; Estudando o Pagode, deTom Zé. Sua atuação como produtor e diretor musical é intensa em diversos trabalhos como: "Num lugar de La Mancha, CD que mostra o resultado de trabalho de arte e educação, iniciado em 1999 na FEBEM-SP e que constitui um registro da construção poética do projeto idealizado pelos educadores e incorporado pelos jovens internos da instituição,que tiveram seus talentos valorizados; "Toque pra vida", CD resultado de esforços no objetivo comum da educação artístico-cultural de jovens internos da FEBEM e realizado respeitando a liberdade e espontaneidade de interpretação de cada um dos jovens participantes.O disco traz canções de roda, embaladas por ritmos brasileiros. O projeto teve apoio da Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer de São Paulo, a Febem/SP e o Canal Futura; "Revelando Talentos - 1°: Canta Febem", CD registro do festival "Canta FEBEM", realizado entre setembro de 2001 e fevereiro de 2002 e que buscou valorizar o potencial do jovem, respeitando sua espontaneidade e liberdade de criação e interpretação; "Cantando prá vida: 2° Canta Febem", registro das composições vencedoras da segunda edição do Festival "Canta FeBEM". Também assina produção e direção musical do CD coletânea "A música da freguesia do Ó e do disco ""Todas as Áfricas, lançado por João Terra. Jarbas Mariz também tem atuação em trilhas de espetáculos, entre eles, "Num lugar de La Mancha"; Santagustín; Parabelo e "A guerra mais ou menos Santa". Tem também participações Nos DVDs "Jogos de Armar", e "Música Brasileira", de Tom Zé.

Discografia Oficial disponível gratuítamente para downloads:

1977-Transas do futuro-JARBAS MARIZ-CP
Link: 
http://www.mediafire.com/?22vtkrd3abr0n5h
ou
http://www.4shared.com/rar/zD2Dv2zX/1977-Transas_do_futuro-JARBAS_.htm

1989-Bom Shankar Bolenajh-LULA CÔRTES & JARBAS MARIZ
Link:
http://www.mediafire.com/?9krtx8e8byo3vpp
ou 
http://www.4shared.com/rar/DfynwTLH/2000-Forr_do_Gog_ao_Mocot-JARB.htm

1995-Vamos lá pra casa-JARBAS MARIZ
Link:
http://www.mediafire.com/?k5gzxggdbd1ccw7
ou
http://www.4shared.com/rar/3hFdXpti/1995-vamos_l_pra_casa-jarbas_m.htm

2000-Forró do Gogó ao Mocotó-JARBAS MARIZ
 Link:
http://www.mediafire.com/?roo25i8iri9wdxj
ou
http://www.4shared.com/rar/DfynwTLH/2000-Forr_do_Gog_ao_Mocot-JARB.htm

2006-Do Cariri pro Japao-JARBAS MARIZ
Link:
http://www.mediafire.com/?lznennuo1o9bl8w
ou
http://www.4shared.com/rar/iDT8lEXU/2006-Do_Cariri_pro_Japao-JARBA.htm

2006-Num lugar de La Mancha-JARBAS MARIZ & CONVIDADOS
Link:
http://www.mediafire.com/?pd0lpdxf2vsm7ru 
ou
http://www.4shared.com/rar/XmlR5eDA/2006-Num_lugar_de_La_Mancha-JA.htm

Site oficial: http://www.jarbasmariz.com.br/

Contatos para shows podem ser feitos através da Casa 4 Produções Artísticas através dos telefones:
 
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

LULA CÔRTES-Biografia e Discografia

http://www2.uol.com.br/JC/lula_cortes_470.jpg
Luiz Augusto Martins Côrtes (09 de Maio de 1949 - Recife, 26 de março de 2011), mais conhecido como Lula Côrtes foi um cantor, compositor, pintor e poeta brasileiro.
Foi um dos primeiros a fundir ritmos regionais nordestinos com o rock and roll, juntamente com Zé Ramalho e outros artistas.
Em dupla com Lailson, lançou no início de 1973 o álbum Satwa, o primeiro disco independente da música brasileira moderna, com a participação de músicos que depois ficariam consagrados, como Robertinho de Recife. O álbum chegou a ser relançado na década de 2000 nos Estados Unidos pela gravadora Time-Lag Records.[1]
Em 1975, lança o raro e cultuado álbum Paêbirú em dupla com Zé Ramalho.[2] Quase todas as cópias do álbum foram destruídas em uma inundação, tornando-o muito difícil de ser encontrado.[3] O álbum foi relançado em 2005 pela gravadora alemã Shadoks Music,[4] e em 2008 na Inglaterra pelo selo Mr. Bongo (MRBCD050).[5]
Ainda em 1976 fez parte da banda de Alceu Valença.[6] Após isso, gravou alguns álbuns solo pela gravadora Rozenblit que nunca foram lançados. Entre eles está Rosa de Sangue, que em 2009 foi finalmente lançado pela gravadora estadunidense Time-Lag Records (Time-Lag 041).[7] Em 1980 finalmente teve um álbum solo lançado, chamado O Gosto Novo da Vida, pela gravadora Ariola.
Durante a década de 1980, a maioria de seus trabalhos foram produzidos com a banda Má Companhia.[6] Côrtes também não deixou de fazer algumas colaborações com Zé Ramalho em outros álbuns, incluindo o álbum de estreia do cantor de 1978, Zé Ramalho, o De Gosto de Água e de Amigos de 1985 e o Cidades e Lendas de 1996.
Também publicou livros de poesia.[8]
Na madrugada do dia 26 de março de 2011, Lula Côrtes faleceu aos 61 anos, vítima de um câncer na garganta, no Hospital Barão de Lucena em Recife

Lula Côrtes nasceu em Recife, no dia 09 de maio de 1949.
Desde criança desenhava todas as paisagens que via. Aos 15 anos começou a pintar a óleo, passando a freqüentar um atelier coletivo no Braz em São Paulo. Passou então, nessa época, a elaborar uma pintura absolutamente surrealista e psicodélica que chamou de “ATÍPICOS”. Definindo como organismos de uma “natureza inexistente”. De tempos em tempos, voltava a abordar esse tema. A primeira coleção de “Atípicos”, foi também a sua primeira mostra, feita em Juiz de Fora, com o resultado surpreendente de ter vendido todas as peças. Mudou-se então para Juiz de Fora, pois lá o movimento pictórico era muito intenso. Começou a freqüentar a Galeria Celina, onde conheceu e conviveu com Carlos Bracher, um grande expoente da pintura mineira. A escola de pintura mineira o influenciou a retornar às paisagens. Sua segunda mostra foi no I Festival de Inverno de Ouro Preto, as paisagens tinham uma paleta bem surreal. Dessa época em diante passou a participar de todos os Festivais de Arte e Mostras Alternativas. Depois foi para o Rio de Janeiro, absolutamente engajado no movimento Beat Nick, morava e pintava nas praças e expunha nas ruas. Foi a São Paulo e expôs na Praça Carlos Gomes junto a outros integrantes do mesmo movimento, dessa feita, a pintura se mesclava em paisagens, organismos e colagens. Retornou para Pernambuco e nesse período, em meio a outras atividades, como escritor, cantor e compositor, Lula pintava paisagens de Itamaracá, lugar que freqüentava assiduamente. Disto resultou a terceira mostra, que aconteceu na Casa Holanda e teve continuidade. Outras 15 exposições aconteceram. Nesta mesma época, fazia a primeira série de desenhos dos “Signos do Zodíaco”, que foi editada em São Paulo por Poster’s Esdras, que por conta da “repressão”, teve um mandato de apreensão e busca em todo território nacional, por serem representados por formas sensuais. Participou de uma das bienais de São Paulo nos anos 80. Continuou seu trabalho com regularidade; pintando e desenhando com as mais variadas técnicas. Pintou painéis contendo paisagens do sertão, agreste, mangues e marinas. Dizia Lula: “O valor da paisagem pintada à óleo, ao meu ver, é que ali fica estampado não só o local, seus relevos, mas... é o mundo interior de cada pintor o que torna precioso cada quadro. A forma tão peculiar de cada homem ver e abordar o universo que habita. Com fidelidade, técnica, observação e emoção, unidos num só momento.” Seus desenhos e pinturas por vezes se fundiam, dando um resultado surpreendente. Assim se deu com as séries: “SIGNOS DO ZODÍACO” e “SEXO DAS PLANTAS”. O “Sexo das Plantas” foi, por assim dizer, um desenvolvimento dos “Atípicos”. Eis algumas de suas exposições mais representativas:
1969 – sua primeira exposição no Clube de Juiz de Fora em Minas Gerais – Coletiva com tema “ATÍPICOS”. 1994 - Exposição individual em São Paulo – Tema “Sonhos e Marinhas”. 1995 – “Expovisão” – Coletiva no Cabanga Iate Clube – Tema Paisagens Vistas do Cabanga. 1996 - Coletiva na Galeria Luannartes em Candeias – Temas variados. 1998 – Coletiva realizada pelo projeto Arte até Você. Sendo participante especial deste evento na Praça do Entroncamento – Temas variados. 1999 - Individual realizada no Centro de Convenções, através do projeto Arte até Você –– Tema “PAISAGENS PERNAMBUCANAS”, coleção composta por cento e duas telas à óleo e vários estudos. Alguns dos quadros da série foram levados para Portugal.
2000 - exposição individual realizada no MUPE Museu Pernambuco Integrado, com a retrospectiva de todo seu trabalho. –. Após esta exposição, passou a ser o curador do museu. 2001 – Exposição individual no MUPE Museu Pernambuco Integrado – Tema “PAISAGEM DOS CARNEIROS”. 2002-– Exposição individual no MUPE Museu Pernambuco Integrado – Tema “O IMAGINÁRIO DA PRAIA DOS CARNEIROS”. 2002 – Coletiva na Casa Cor Pernambuco no “Corredor de Arte” - Tema “COISAS QUE SE AMAM”, uma ramificação dos Atípicos. 2003 – Individual na OAB – Tema “AS FACES DA JUSTIÇA”. 2003 – Na Arte & Cia – exposição conjunta com a artista plástica Sônia Malta. 2004- Individual realizada na Sociedade Lula Côrtes - Tema “VULVARES”, uma ramificação dos Atípicos. Grande parte dessas telas foram adquiridas por colecionadores da arte brasileira. Entre eles personalidades como; Paulo Klein, que na época era curador da Galeria Renato Magalhães Gouveia e Anita Harlley Lundgren, que coleciona obras do artista desde os anos 70. 2007 – Exposição individual na Galeria Arte Plural – Tema “Sexo das Plantas”.

Discografia

  • Satwa (Rozenblit, 1973), com Lailson
  • Paêbirú (Rozenblit, 1975), com Zé Ramalho
  • Nordeste, Repente e Canção (Discos Marcus Pereira, 1975), participação na coletânea com uma música gravada em dupla com Zé Ramalho
  • Rosa de Sangue (Rozenblit, não lançado na época, lançado em 2009 pela gravadora estadunidense Time-Lag Records)
  • A Mística do Dinheiro (Rozenblit, nunca lançado)
  • BOM SHANKAR BOLENATH (Instrumental, Lula Côrtes e Jarbas Mariz)
  • O Pirata (gravado em São Paulo, também nunca lançado)
  • O Gosto Novo da Vida (Ariola, 1980)
  • Lula Cortes & Má Companhia (1997).
 Lula Côrtes & Laílson – Satwa -1973
(primeiro disco independente do Brasil)

1. Satwa
2. Can I be Satwa
3. Alegro piradíssimo
4. Lia, a rainha da noite
5. Apacidonata
6. Amigo
7. Atom
8. Blue do cachorro muito louco
9. Valsa dos cogumelos
10. Alegria do povo
http://www.4shared.com/file/156338889/5338cc88/1973_Satwa.html
Som transcendental e viajante totalmente acustico, Lula no tricórdio e Lailsson na craviola (viola de 12 cordas)
Instrumental, com pequenas incursões vocais, o disco traz dez canções “produtos mágicos das mentes e dedos de Lailson e Lula”, como diz na contra-capa do álbum, produzido pela dupla, mais Kátia. Além dos de Lula e Lailson, Robertinho de Recife também faz uma ponta no disco, tocando ‘lead guitar’ em ‘Blue do Cachorro Muito Louco’, um blues lento e viajandão.
O som predominante do disco, no entanto, é um folk nordestino/oriental, resultado da mistura da cítara popular tocada por Lula, e da viola de 12 cordas de Lailson. Algo como uma sucessão de ragas ou mantras, interpretadas por Cego Aderaldo movido a incenso, cogumelos e outros “expansores da musculatura mental”, como diz Arnaldo Baptista.

Lula Côrtes & Zé Ramalho – Paêbirú (1975)


O Disco mais caro e disputado nos sebos do Brasil
Um vinil de 1975 (só existem 300) custa 4 mil reais em média
1. Trilha de Sumé (Culto à terra/ Bailado das muscarias)
2. Harpa dos ares
3. Não existe molhado igual ao pranto
4. Omm
5. Raga dos raios
6. Nas paredes de pedra encantada, os segredos talhados por Sumé
7. Marácas de fogo
8. Louvação a Iemanjá
9. Beira Mar
11. Pedra templo animal
12. Sumé
http://www.4shared.com/file/156352011/62cfbb8f/1975_Pabiru.html
Trata-se do raríssimo álbum duplo “Paêbirú”, creditado a Lula Cortês e Zé Ramalho, gravado entre os meses de outubro e dezembro de 1974, na gravadora Rozemblit, em Recife (PE). Com eles, estão Paulo Rafael, Robertinho de Recife, Geraldo Azevedo e Alceu Valença, entre outros. Na época, Lula Cortês tinha em seu currículo o álbum “Satwa” (1973), que trazia canções com título como “Alegro Piradíssimo”, “Blues do Cachorro Louco” e “Valsa dos Cogumelos”. Zé Ramalho, já tocando com Alceu Valença, tinha em sua bagagem a experiência de grupos de Jovem Guarda e beatlemania, como Os Quatro Loucos, o mais importante de todo o Nordeste.
Clássico do pós-tropicalismo, com (over)doses de psicodelia, o álbum trazia seus quatro lados dedicados aos elementos “água, terra, fogo e ar”. Nesse clima, rolam canções como o medley “Trilha de Sumé/Culto à Terra/Bailado das Muscarias”, com seus13 minutos de violas, flautas, baixão pesado, guitarras, rabecas, pianos, sopros, chocalhos e vocais “árabes”, ou a curta e ultra-psicodélica “Raga dos Raios”, com uma fuzz-guitar ensandecida. E, destaque do álbum, a obra-prima “Nas Paredes da Pedra Encantada, Os segredos Talhados Por Sumé” (regravada por Jorge Cabeleira, com participação de Zé Ramalho), com seu baixo sacado de Goin’ Home dos Rolling Stones sustentando os mais pirados 7 minutos do que se pode chamar de psicodelia brasileira.
O disco por si só é uma lenda, mas ficou mais interessante ainda pelas situações que envolveram a sua gravação. A gravadora Rozenblit ficava na beira do rio Capiberibe, e o disco, depois de gravado, foi levado por uma das enchentes que assolavam a região. Conta a lenda que sobraram apenas umas trezentas cópias do disco, hoje nas mãos de poucos e felizardos colecionadores, muitas das quais no exterior, onde foram parar a preço de ouro. Contando com a co-produção do grupo multimídia Abrakadabra, o disco trazia um rico encarte, que também sucumbiu ao aguaceiro.
1980 Rosa de Sangue

1. Lua viva
2. Balada da calma
3. Casaco de pedras
4. Nordeste oriental
5. Bahjan, oração para Shiva
6. São tantas as trilhas
7. Noite prêta
8. Dos inimigos
9. A pisada é essa
10. Rosa de sangue
http://www.4shared.com/file/156356872/2ced8b5c/1980_Rosa_de_Sangue.hml
MITICO LP Rosa de Sangue (Rozemblit; não chegou ao mercado por conta de briga jurídica com a gravadora)
“Rosa de Sangue” é isso: são frevos, forrós, guitarras nervosas e até cítaras em “Oração para shiva”, na mistureba clássica dos sons da contracultura brasileira.
Além do som ser ótimo, as letras também são bem legais:
Dos Inimigos

Dos inimigos
Temos medo ou revolta

De quem nos ama
Temos todo coração

Dos que se perdem
Temos pena ou remorso

Dos que se encontram
Vemos a satisfação

Dos que se negam
Vemos marcas no seu rosto

De quem não ama
Como é triste o seu viver

De quem não vê
Vejo a falta que ele sente

Inutilmente
Nós sentimos o seu sofrer

Do acusado
Já se sente a solidão

De quem não pensa
Vejo gestos tão confusos

De quem não ama
Como é triste o seu viver

De quem não vê
Vejo a falta que ele sente

Inutilmente
Nós sentimos o seu sofrer

1981 O Gosto Novo da Vida

1. Desengano
2. Dos inimigos
3. Lua viva
4. São várias as trilhas
5. Patativa
6. Canção da chegada
7. Quadrilha atômica
8. Brilhos e mistérios
9. Gira a cabeça
10. O morcego

Disco mais pop que chegou a fazer sucesso, mas novamente por brigas com a antiga gravadora a divulgação foi prejudicada.
http://www.4shared.com/file/156364197/207cdb89/1981_O_Gosto_Novo_da_Vida.html
1988 Bom Shankar Bolenajh (Lulac & Jarbas Maris)

1. Balada para quem nunca morre
2. Orvalho na paisagem
3. Shotsy (Síntese do oriente e ocidente)
4. Valeu a pena
5. Forró pro mundo inteiro
6. Eu tentei
7. Maracatu pesado
8. Inverno I e II
9. Tema para Christina

Disco instrumental na linha do Satwa, Jarbas Mariz hoje toca na banda do Tom Zé e participou do Paiberu e do Rosa de Sangue.
Além disso o disco tem participações do lendário guitarrista Ivinho (Ave Sangria) nas musicas Maracatau Pesado e Inverno I e II, do baixista Paulo Ricardo em Eu Tentei e Oswaldinho do Acordeon em Forró pro Mundo Inteiro.

http://www.4shared.com/file/156370976/75e929ce/1988_Bom_Shankar_Bolenajh.html
1995 Lula Côrtes & Má Companhia

1. Reduzido à pó
2. A tirana
3. Meus caros amigos
4. As estradas
5. Nasci para chorar (Erasmo Carlos)
6. Balada do tempo perdido
7. A força da canção
8. Rock do segurança (Gilberto Gil)
9. Os piratas
10. O homem e o mar

http://www.4shared.com/file/156377663/8a139384/1995_Lula_Crtes__M_Companhia.html


2006-  A Vida Não é Sopa (& Má Companhia) -gravado em 1997.







1. Eu fiz pior
2. Versos perversos
3. A seca
4. Israel
5. O balada cavernosa
6. O clone
7. O indiozinho
8. Tá faltando ar
9. Qualquer merda
10. Pense e dance
Em 2006, Lula Cortês e Má Companhia lançaram o disco ‘A Vida Não É Sopa’ gravado ao vivo na Estação do Som em 1997. O disco saiu pelo selo ‘Sopa Diário’.
Na guitarra, o antigo guitarrista da banda, o lendário Claudio Munheca. Destaque para as faixas “Eu fiz pior” e “Tá faltando ar”.
http://www.4shared.com/file/156387650/ba67062c/2006_A_Vida_No__Sopa.html

08/08/2010


LULA CORTÊS - A Vida Não é Sopa 2006 - Arquivo Novo com Capa, Contra Capa, Bolacha e Contatos Para Shows em Todo O Planeta Terra ou Neste Sistema Solar! Novamente na Estrada....

Lula Cortês fechou o Palco Pop do FIG - Festival de Inverno de Garanhuns, uma cidade do interior de Pernambuco no último dia 24 de julho de 2010, e acreditem você sé uma cidade super fria, bem diferente do clima da capital, um luxo e foi um sucesso, a imprensa chamou de show memorável  e disse que ele estava em perfeita forma, o que é verdade, posso aterstar, no repertório músicas antológicas e super novas, como "As máquinas, um rock pauleira que ele gravou em São Paulo em junho e que fala da sampa desvairada que nunca pára.

No próximo dia 14 de Agosto Lula Cortês e sua turma estará em Caruaru (outra cidade do interior perambucano, fechando a 1ª Semana Municipal do Estudante.  

Contato para shows:  
Com Acessora Beta
lulacortes07@gmail.com
(081) 9195.7184

Link 2010 com capas e contatos:
The download link is: http://sharebee.com/c9281150


Filename: Lula Cortês A Vida Não é Sopa (2006) -
Link com Capa  Size: 56.81MB

http://www.sharebee.com/done?id=fca8d2a4f3e3ca8875b395274e2c3967
 
Outro Link Alternativo com capas:
 
http://www.megaupload.com/?d=DI00NVRQ
 
 Lula Cortês: A Vida Não é Sopa !





























Não tenho nem o que falar...só agradecer o Sorrisão  a Beta e ao Lula....Obrigadissimo....Realmente só agradecer...beleza
Origem deste documento:

Paticipações:
Fora todos esses discos o Lula ainda participou tocando Tricórdio nos principais discos do movimento Udigrudi (ver tópico).
Flaviola & o Bando do Sol de 1973
Marconi Notaro – No Sub Reino … de 1973
Alceu Valença -Molhado de Suor de 1974
Zé Ramalho -1978 toca nas músicas Noite Preta (onde divide a composição e toca tricórdio elétrico) e a clássica Chão de Giz.
Canta e grita em uma música (bem pesada por sinal) do disco Hora da Batalha de 2004 da grande banda Punk/Hc Devotos (que eu gosto muito).
Lula é psicodélico e atitude HC hehe.
Tem também essa daqui nesse disco fantastico (que ja foi postado aqui) que revive todo o movimento Udigrudi., ele canta e toca tricórdio em duas musicas.
A Turma do Beco do Barato – Antologia 70 – 2004

A Turma do Beco do Barato, projeto idealizado por Humberto Felipe, fã da Ave Sangria, acabou sendo a oportunidade de vários artistas registrarem algumas de suas composições pela primeira vez, após cerca de 30 anos. É o caso da Phetus, que finalmente gravou duas de suas canções até hoje inéditas em disco. E mesmo da Ave, que acabou em 1975 – quando já contava com repertório para um segundo LP – e contribui no CD com nada menos do que nove composições, apenas duas delas regravações. Os outros dois temas são de autoria de Lula Côrtes.
“Toda essa história ficou meio esquecida”, diz Humberto, explicando o porquê da realização do CD. “Tanto de gente de hoje quanto de quem viveu a época e não estava antenado.” Admirador da Ave Sangria, conta que, no início, pensou no trabalho como uma homenagem ao grupo com a participação de convidados. “Ao invés de ficar limitado a um nome, resolvi ampliar, não usar o nome Ave Sangria, mas pegar o mais representativo e fazer a Antologia 70”, resume.
faixas:
01 as estradas [lula côrtes]
02 vacas roxas [lailson]
03 vento vem [israel semente]
canta: marco polo e humberto felipe
04 marginal [marco polo]
05 dois navegante [almir de oliveira]
06 o pirata [marco polo]
07 dos inimigos [lula côrtes]
08 anjos de bronze [lailson]
09 fora da paisagem [almir de oliveira]
10 janeiro em caruaru/noturno nº0/mina do mar [marco polo]

todas as músicas são interpretadas por seus autores, exceto a faixa 3.

http://rapidshare.com/files/155782856/-_A_Turma_do_Beco_do_Barato_-_Antologia_70__2004_.zip


Fonte copiado do excelente blog: http://cantinadorock.blogspot.com.br